Observatório divulga imagens nítidas da Nebulosa do Camarão

Publicado: 19 de setembro de 2013 por sundeksp em Fotos & Imagens
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Localizada na Constelação de Escorpião, a nebulosa é conhecida como maternidade estelar, pelo grande número de estrelas que nascem no local
Nebulosa do Camarão: na luz visível, estrelas aparecem azuis e um pouco esbranquiçadas.              Nebulosa do Camarão: na luz visível, estrelas aparecem azuis e um pouco esbranquiçadas.              (Divulgação/ESO)

O VLT Survey Telescope (Telescópio de Rastreio do VLT) — um dos maiores telescópios do mundo, situado em Paranal, no norte do Chile — obteve o que é considerada a imagem mais nítida já vista da Nebulosa do Camarão. A região, localizada a 6.000 anos-luz da Terra, é chamada de maternidade estelar por ter um grande número de estrelas recém-nascidas aninhadas entre as nuvens que compõem a nebulosa. As fotos foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês).

A Nebulosa do Camarão se encontra na Constelação de Escorpião, uma região cheia de nuvens de gás que produzem jovens estrelas brilhantes e quentes, e de amontoados de poeira escura. A formação também é conhecida como Gum 56 — em homenagem ao astrônomo Colin Gum, que publicou um catálogo sobre áreas espaciais semelhantes à Nebulosa em 1955 — e tem uma extensão que equivale a quatro vezes as dimensões da Lua Cheia. Apesar do tamanho, a Nebulosa tem sido ignorada pelos observadores porque a maior parte de sua luz é emitida em um comprimento de onda que os olhos humanos não conseguem ver.

Nas imagens obtidas pelo ESO, é possível identificar o Collinder 316, um grande aglomerado estelar disperso que faz parte de um conjunto ainda maior de estrelas luminosas na região da Nebulosa. Além do Collinder, também são observadas diversas estruturas ou cavidades de cor mais escura, de onde o material interestelar foi expulso por fortes correntes de vento geradas pelas estrelas quentes das proximidades.

VST — O VST, ou VLT Survey Telescope, tem 2,6 metros de diâmetro e foi construído ao redor da câmera OmegaCam, capaz de produzir fotografias em resolução muito alta: até 268 megapixels.

As imagens obtidas pelo VST foram trabalhadas para que suas cores se sobressaíssem ainda mais. Para isso, foram usadas fotografias registradas por um astrônomo amador chamado Martin Pugh, que faz suas observações na Austrália, usando pequenos telescópios.

Fonte: Portal Veja

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