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Filme – Alien Abduction! Incident in Lake County [1998]

Publicado: 18 de novembro de 2011 por sundeksp em Filmes
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  • Sinopse:

Depois de um apagão misterioso, três irmãos saem para investigar e acabam capturando imagens de alienígenas reais. Quando os alienígenas percebem, começa um terrível jogo de caça.

  • Trailer
  • Crítica:

Por http://www.estudiobuteko.com.br em 2008

O Percursor da Nova Ficção

Em tempos de surpresas de bilheteria e linguagens visuais que emulam acontecimentos reais sob o ponto de vista dos personagens, como Cloverfield, REC e Atividade Paranormal, vale relembrar um dos títulos que deu origem a este tipo de cinema com um toque caseiro proposital. Não, não estamos falando de Bruxa de Blair, lançado nos Estados Unidos, no Sundance Festival, em 1999, que muitos consideram o primeiro suspense do gênero.

O filme em questão se chama Alien Abduction  – Incident in Lake County, lançado um ano antes de Bruxa de Blair apenas na televisão americana. A história que envolve este filme é muito interessante, pois seu diretor, Dean Alioto, diz ter ficado muito assustado com o livro Comunhão, de Whitley Strieber.

Na época, ele era fã de filmes de alienígenas, mais precisamente dos filmes de Spielberg. Sua idéia como cineasta era mostrar como seria uma abdução real, captada sem querer com uma câmera de mão em VHS. Como a verba disponível para tal era de apenas 6.500 dólares, segundo Alioto a câmera caseira passou de opção para necessidade.

Antes de o filme ser lançado a empresa distribuidora pegou fogo e faliu, porém alguém conseguiu salvar a cópia de Alien Abduction – Incident in Lake County, na época ainda chamado de Ufo Abduction, e o apresentou para a comunidade ufológica, onde muitos experts em ufologia acreditaram ser uma filmagem real. O filme foi exibido apenas uma vez na televisão americana e segundo o próprio diretor em entrevista para o site www.terrorvision.wordpress.com se tornou um minicult devido ao sucesso dessa exibição.

Comparando com os recentes sucessos do gênero, Alien Abduction ganha em gênero, número e grau no quesito realidade. Trata de uma família se preparando para a ceia de ação de graças em um ambiente rural, em uma casa no meio do campo sem vizinhos por perto. Tudo parece muito normal, até uma queda de luz fazer com que dois personagens tenham que ir até o lado de fora da casa para consertar os fusíveis. O transformador de um poste ali perto começa a pegar fogo e entrar em curto e é neste momento que a câmera do irmão caçula da família capta um disco voador aterrissado e dois E.T.s dissecando uma vaca. Assim que são percebidos pelos E.T.s os três irmãos voltam correndo pra dentro de casa onde a ação começa. Todos acham que é uma brincadeira até que começam a ser incomodados pelos visitantes estranhos. Tudo é captado com a câmera do irmão mais novo.

Assim como em Cloverfield, onde o monstro não aparece e o mote principal é a relação interpessoal entre os personagens, Alien Abduction coloca em cheque os problemas familiares em um momento crítico, como o preconceito contra o cunhado negro, a mãe alcoólatra, a negligência no cuidado com as crianças e a traição conjugal. Os atores são um show a parte, todos desconhecidos para o público brasileiro, eles parecem estar vivendo uma situação real, isto porque eram dados apenas 20 minutos de intervalo entre uma tomada e outra, mantendo o clima de nervosismo nas filmagens. Segundo a entrevista já mencionada, Alioto conta que neste intervalos ele fomentava nos atores a idéia de que nunca mais veriam seus entes queridos, que tudo era real, segurando a tensão.

O que encanta no filme é que ele se passa quase todo em tempo real e diferente de Atividade Paranormal, onde o longa passa pela interferência de um editor inserindo diversos cortes de cena em um material bruto, o que acaba por tirar completamente o clima de realidade, Alien Abduction possui apenas cortes realizados pelo protagonista que está filmando. Estes cortes se dão quando ele pausa a fita para resolver alguma coisa ou no momento em que a bateria acaba e é preciso trocar.

Apesar de o filme nunca ter sido lançado em DVD é possível encontrá-lo facilmente na internet, digitando Alien Abduction no Google Vídeos. Quem tiver interesse em adquirir a versão original, Director’s Cut, produzida por Alioto em 1989, é só encomendar do próprio diretor por e-mail pelo site www.deanalioto.com . Para quem assim como eu é fã de filmes captados com câmeras caseiras, documentários fictícios e suspenses originais de baixo orçamento, Alien Abduction – Incident in Lake County é uma obra de arte necessária, para ser vista e revista, à luz do dia, e sempre acompanhado.

  • Opinião Aliens na Terra:

Um filme que quase ninguém aqui no Brasil conhece mas que pertence à aquele grupo seleto de filmes obrigatórios para fãs do gênero sy-fy e “câmera na mão”. Quase sem orçamento, Dean Alioto consegue praticamente um milagre prendendo o telespectador do começo ao fim. É claro que o filme possui muitas “ratas” e algumas cenas impossíveis de se imaginar na vida real, mas no conjunto o resultado é bom.

Nossa nota

Legenda das notas

De também sua nota para esse filme votando nas estrelas desse post seguindo a ordem de 5 estrelas ótimo; 4 estrelas bom; 3 estrelas regular; 2 estrelas ruim; 1 estrela péssimo.

Filme – Melancolia 2011]

Publicado: 11 de novembro de 2011 por sundeksp em Filmes
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  • Sinopse:

Justine (Kirsten Dunst) e Michael (Alexander Skarsgård) estão celebrando seu casamento  em uma festa suntuosa na casa de sua irmã (Charlotte Gainsbourg) e cunhado (Kiefer Sutherland). Enquanto isso, o planeta, Melancolia, está se dirigindo em direção à Terra…

  • Trailer
  • Crítica:

Por Marcelo Hessel em 04 de Agosto de 2011 para o Portal Omelete 

Nada é sagrado para Lars Von Trier, com a exceção do sofrimento

Por algum alinhamento dos astros, a competição do Festival de Cannes deste ano teve dois filmes que colocam dramas humanos sob a perspectiva do cosmos, A Árvore da Vida e Melancolia (Melancholia). Filmes que têm a mesma disposição de combinar a sinfonia dos planetas – a dramaticidade da música clássica com efeitos visuais que logo remetem a 2001 – com as dores das coisas mundanas.

São dois filmes, porém, com fins opostos. A Árvore da Vida nos coloca nessa perspectiva grandiloquente para sacralizar a existência. Já para Lars Von Trier, como é de esperar, nada é sagrado – com exceção do sofrimento.

O filme-catástrofe narra o fim do mundo em duas partes, ao som de Richard    Wagner. Na primeira, acompanhamos o casamento de Justine (Kirsten    Dunst), organizado com zelo por sua irmã, Claire (Charlotte Gainsbourg). Na segunda, ambientada nas semanas que sucedem a festa, já é possível notar no céu a aproximação do planeta Melancolia, que passou séculos “escondido” atrás do Sol e agora se aproxima ameaçadoramente da Terra.

Dunst levou o prêmio de melhor atriz em Cannes pela sua atuação, mas é a segunda parte de Melancolia, dedicada à personagem de Charlotte, que traz uma sensibilidade renovada à já previsível misantropia de Von Trier.

Na primeira parte, temos um cenário que lembraria Festa de Família, com sua lavagem coletiva de roupa suja, mas a encenação do dinamarquês está mais próxima do humor negro e da criação fake de situações de O Grande Chefe. O cinismo fica pontuado nos diálogos – já sabemos da catástrofe iminente, e o texto não nos deixa perder a escala (“o wedding planner mais caro do mundo”, “o homem mais sortudo do mundo”) – mas o tom farsesco dos encontros de Justine com seus convidados (especialmente a subtrama do slogan publicitário) tira dessas situações sua gravidade.

Von Trier parece organizar as cenas da primeira parte não por seu peso dramático, mas por seu potencial de constrangimento. Quando todos se despedem e temos, na segunda parte, a atenção voltada apenas para as irmãs e para o astrônomo John (Kiefer Sutherland) – casado com Claire e cunhado da noiva – o filme fica mais focado e se torna, enfim, melancólico de fato.

As ironias ainda estão lá (“temos que confiar nos cientistas”), mas agora têm uma função dramática. A segunda parte se organiza de forma pendular com Claire ora antevendo a destruição (quando se aproxima da depressiva Justine) ora acreditando na salvação (quando cai para o lado do marido “que estuda coisas”). A câmera na mão de Von Trier, que antes procurava por close-ups cômicos, agora se atenta aos detalhes do paternalismo do marido, a forma como John toca e lida com Claire para confortá-la.

Há mais honestidade, crê Von Trier, na forma como Justine esculacha sua irmã com frases de efeito (“o mundo é mau, ninguém vai sentir a falta dele”) do que na complacência “científica” de John. Não se esperaria outra coisa de um pessimista espetaculoso como o roteirista e diretor, é claro, mas Charlotte Gainsbourg se entrega a esse jogo de um jeito insuspeito, e seguimos com ela.

É notório o processo de depressão que o dinamarquês atravessou enquanto filmava Anticristo, e Melancolia foi desenvolvido, em boa parte, para que ele lidasse com    essa depressão – pela qual Kirsten Dunst também passara. Fazem os dois, aqui, uma sessão fúnebre de terapia, que abraça a derrota porque a entende, mas Melancolia não é só fatalismo. Embora tenha começado como circo em família, aos poucos    torna-se um justo retrato de uma irmandade – irmãs que Von Trier respeita porque são unidas pela dor.

 

  • Opinião Aliens na Terra:

Não assista ao filme imaginando ser cheio de ação ou suspense. O filme é um drama e corre como tal. Foi dividido em duas partes: o casamento de Justine e a segunda parte a passagem do planeta Melancolia. A primeira parte é bem parada e cansativa, com algumas cenas boas. Já na segunda parte o filme se transforma e entra em clima de suspense e tensão. Um filme bom mas que você tem que assistir sabendo ser um drama para não dormir na primeira hora!

Nossa nota

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De também sua nota para esse filme votando nas estrelas desse post seguindo a ordem de 5 estrelas ótimo; 4 estrelas bom; 3 estrelas regular; 2 estrelas ruim; 1 estrela péssimo.

Filme – Apollo 18 A Missão Proíbida (2011)

Publicado: 6 de novembro de 2011 por sundeksp em Filmes
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  • Título Original: Apollo 18
  • Genero: Ficção Científica/Suspense
  • Ano: 2011
  • País: EUA
  • Direção:
    – Gonzalo López-Gallego
  • Elenco Principal:
  • Nota IMDb: 5,6

 

  • Sinopse:

Oficialmente, a Apollo 17, lançada em 17 de Dezembro de 1972, era a última missão tripulada à lua. Mas um ano depois, em dezembro de 1973, dois astronautas americanos foram enviados em uma missão secreta para a lua, financiada pelo Departamento de Defesa dos EUA. O filme sugere o material real que os astronautas gravaram naquela missão. Enquanto a NASA nega sua autenticidade, outros dizem que ela é a verdadeira razão de nunca mais nem União Soviética nem Estados Unidos terem voltado à lua.

  • Trailer

 

  • Crítica:

Por Roberto Guerra para o site cineclick

Tenho pra mim que o espectador de cinema é muito mais perspicaz do que imagina os fazedores de filmes. É mentira achar que ele só quer uma coisa, que tem capacidade de compreensão limitada. Ele não quer é ser enganado. E sabe quando está sendo enganado. Não me refiro à ilusão criada pela obra na qual se faz necessário embarcar. Mas no engodo de vender gato por lebre num pacote embalado no frágil papel da “campanha de marketing bem-sacada”. Esta é a órbita de Apollo 18, mais do mesmo galvanizado por uma estratégia de lançamento que não convence mais ninguém.

Durante os meses que antecederam a estreia do longa, vendeu-se a ideia que as cenas do filme seriam reais, fragmentos de vídeos feitos por cosmonautas da NASA durante uma mal sucedida viagem à lua que a Agência Espacial Americana nega ter existido, como de fato não existiu. Tudo, claro, não passa de marketing para atrair público e gerar virais na internet. Até aí, tudo bem. Mas se a intenção é fazer o público embarcar na teoria da conspiração, que façam ao menos algo que pareça real e não um filminho de terror fajuto à gravidade zero. Um amontoado de clichês que se sucedem e que cansam muito.

Já nos primeiros minutos de projeção de Apollo 18 a sensação de déjà vu se estabelece e permanece soberana até o final do filme. Tudo que se vê na tela já foi visto e revisto à exaustão nos cinemas. Não há nada de diferente, nenhuma tentativa de surpreender o público, de dar a ele algo novo. E nessa jornada espacial rumo ao tédio somos martirizados ainda com a câmera que cai, que treme, que perde foco, perde sinal e nos faz perder a paciência.

Mesmo para quem gosta de suspenses na linha “câmera na mão”, Apollo 18 não deve empolgar. O filme não tem a novidade de A Bruxa de Blair, o bom timming para o susto de Rec, nem sustenta o tom misterioso como Cloverfield. No balaio de filmes do gênero, é o mais inexpressivo e apático.

Embarcarei na onda dos produtores e não darei mais detalhes sobre a trama para não estragar “as surpresas” do filme. Basta saber que na viagem a tripulação da Apollo 18 encontra mais do que pedras e crateras. Já para quem for ao cinema, o cenário será tão repetitivo quanto o da lua real.

  • Opinião Aliens na Terra:

Muita expectativa para nada! Filme muito fraco pelo ótimo tema nas mãos. Nada de suspense, nada de sustos, nada de coerência… ou seja, nada daquilo que era esperado. O filme não te prende em nenhum momento, chega a dar sono. Vale apenas por algumas belas imagens sobre o solo da Lua.

Nossa nota

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Filme – Contatos de 4 º Grau (2009)

Publicado: 3 de novembro de 2011 por sundeksp em Filmes
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  • Sinopse:

Contatos de Quarto Grau é um thriller provocativo ambientado em uma pequena cidade do Alasca, onde misteriosamente desde a década de 60 todos os anos são registrados um grande número de desaparecimentos. Apesar das diversas investigações do FBI, a verdade nunca foi revelada.
Quando a psicóloga Dr. Abigail Tyler (Milla Jovovich) começa a gravar suas sessões com pacientes traumatizados acaba descobrindo as mais perturbadoras evidências de abduções alienígenas, jamais reveladas ao público. Veja os fatos documentados por filmagens reais e tire suas conclusões.

  • Trailer
  • Crítica:

Por Rodrigo Cunha para o site cineplayers

Misturando narrativas, o longa-metragem realmente consegue assustar.

Baseado em imagens de arquivo das entrevistas que a psicóloga Abbey Tyler deu a uma universidade no ano 2000, Contatos de 4º Grau conta o horror que Tyler passou ao tentar explicar e provar que fora abduzida por alienígenas (o quarto grau que dá título ao filme), assim como diversas pessoas de Nome, sua cidade, que desde os anos 1960 viram inúmeras pessoas simplesmente desaparecerem e receberem constantes visitas do pessoal do FBI. O recado final é dado pouco antes do longa começar de verdade: o filme é baseado em imagens e depoimentos reais e acreditar ou não no que irão ver depende de cada um – e isso é um pré-requisito essencial para o filme funcionar.

Pesquisando um pouco sobre a história somos guiados a acreditar que o filme é mais um herdeiro da escola A Bruxa de Blair de se fazer cinema: nunca houve uma psicóloga Abbey Tyler no Alasca, o que se conclui que todas as partes “reais” do filme são encenações, feitas pela própria produção, para dar um tom mais forte e realista à narrativa. Fica a nota que a opção deu certo, pois Contatos de 4º Grau não é mais um daqueles filmes de horror para adolescentes que apelam apenas para o gráfico afim de
chocar, mas sim cria uma atmosfera angustiante durante toda a projeção, ficando
mais perturbador ao decorrer de sua duração com um leve tempero de novidade ao
já desgastado gênero.

Milla Jovovich encarna Abbey Tyler em sua “recapitulação”, uma psicóloga que luta para entender estranhos sonhos com uma coruja branca que seus pacientes costumam ter – sonhos estes que eles não se lembram de nada, a menos que estejam hipnotizados. Conforme vai juntando as peças do quebra-cabeça, Abbey percebe que está muito mais envolvida no assunto do que parecia estar, e o espectador vai entendendo a degradação da personagem após a morte do marido, que afetou profundamente não apenas a ela, mas também a toda sua família.

Constantemente tratando sua história como real, o diretor novato Olatunde Osusanmi intercala imagens de “arquivo” (a outra atriz que interpreta Abbey não possui crédito) com as recriações de Milla e elenco, muitas vezes colocando-as lado a lado, para que o choque entre “realidade” e ficção fique ainda maior. Ainda que soe estranho no começo, essas imagens “reais” são as que mais chocam e conseguem
causar medo na platéia, principalmente por causa do elenco (muito mais natural
e realista do que quem está encenando a recriação, obviamente proposital) e de
sua precaridade também proposital de captação. O diretor, ao dividir a narrativa, erra por sua inexperiência ao tornar sua “reconstituição” totalmente desnecessária quando paralela às imagens teoricamente reais, que são muito mais chocantes e convincentes.

Mas, ao mesmo tempo, ao optar por assumir uma recriação e tentar enganar o público com suas imagens de arquivo, o diretor acerta em criar uma história convincente e agoniante durante sua duração. Um dos problemas em A Bruxa de Blair, Atividade Paranormal, Cloverfield – Monstro e demais filmes do gênero pseudo-documental é que muitas vezes as pessoas se perguntam “por que diabos, apesar de tudo o que está acontecendo, as pessoas continuam filmando?”, que é uma argumentação bastante válida e, muitas vezes, o principal ponto fraco dos filmes citados.

Acontece que em Contatos de 4º Grau a narrativa é inteligente e, ao assumir uma reconstituição dos “fatos”, as partes narrativas, que intercalam as cenas realmente assustadoras, funcionam muito melhor ligando o longa-metragem do que em um filme 100% como se fosse de arquivo, pois esse tipo de questionamento não existe – essas cenas são criadas, teoricamente, a partir de declarações detalhadas de Abbey em entrevistas e das 65h de vídeo que eles tiveram “acesso”.

Resultando em uma mistura de pseudo-documentário e filme hollywoodiano, temos uma enorme surpresa ao constatar que o resultado final funciona, pois os sustos são reais, o filme é bem interpretado e as imagens “de arquivo” conseguem alcançar o seu objetivo de chocar, convencendo algumas pessoas de que o que está sendo visto em tela pode realmente ter sido real. Isso graças à opção de não usá-las a esmo, pois quando a imagem bonita, polida e colorida de Hollywood é substituída pelas imagens
caseiras feitas pela psicóloga magra, pálida e fraca, tudo fica mais tenso e nos induz a acreditar que aquilo é real – e muitas pessoas irão discutir e bater de pés juntos que realmente é, e convenhamos, esse poder de convencimento é um ponto fortíssimo a favor do longa. Uma estratégia extremamente inteligente pelos responsáveis do filme, que trabalham com o contraste e a mitologia envolta ao tema para alcançar seus objetivos.

Desaprovado pelas autoridades locais do Alasca, que consideram Contatos de 4º Grau
extremamente desrespeitoso com as pessoas reais da cidade que tiveram familiares sumidos, prepare-se para um filme principalmente de clima, incômodo, e que faz valer o preço do ingresso. Incluindo áudio reais de pessoas que tentaram relatar visões ou interações com extra-terrestres, o diretor aposta que isso ajudará o seu filme a ganhar veracidade (afinal, se aquelas declarações em áudio são reais, por que as imagens não seriam?). A proposta de criar dois tipos de projeção dentro do mesmo filme é falsa e manipuladora, mas funciona. E é isso que realmente importa no final.

  • Opinião Aliens na Terra:

Um dos melhores filmes do gênero já produzidos nos EUA. História bastante intrigante e com muito suspense que em alguns momentos, faz com que tudo aquilo pareça real. Filme obrigatório para os adoradores do gênero! + que recomendado!

Nossa nota

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De também sua nota para esse filme votando nas estrelas desse post seguindo a ordem de 5 estrelas ótimo; 4 estrelas bom; 3 estrelas regular; 2 estrelas ruim; 1 estrela péssimo.

O diretor brasileiro, conhecido por seus curtas, Ademir de Paula liberou o seu ultimo trabalho realizado na internet por meio do canal de sua produtora, studio 3 filmes, no Youtube. Abaixo detalhes da produção e da sinopse do filme.

  • Sobre o filme

Contatos Imediatos de Último Grau é a mais nova incursão de Ademir de Paula no gênero da ficção científica. O sujeito, fenômeno no Youtube, é especialista em efeitos digitais e foi apelidado pelos fãs de  “James Cameron brasileiro”, visto que suas obras seguem a linha hollywoodiana bem ao estilo do renomado diretor.

A trama, que segue a linha dos found footage, gira em torno de uma invasão de alienígenas no Brasil (!) e coloca em conflito dois amigos com visões distintas a respeito do assuntos.

Contatos foi inteiramente realizado de forma independente, com recursos do próprio diretor (quase zero), utilizando dois computadores para modelar, finalizar e animar. A sci-fi mistura cenas reais e computação gráfica, com muitas sequências de qualidade técnica impressionante.

Assista ao filme:

Fonte do filme: Youtube – autor: studio 3 filmes

Nossa Nota para esse filme:

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