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Apesar de não haver risco de colisão com a Terra, asteroide pode atingir satélites Foto: Nasa / Reprodução

Apesar de não haver risco de colisão com a Terra, asteroide pode atingir satélites
Foto: Nasa / Reprodução

Um asteroide vai passar bastante próximo da Terra na próxima semana, porém não há chances de a rocha espacial atingir o planeta, de acordo com cientistas. Batizado de 2012 DA14, a pedra de 45 metros de largura vai passar a uma distância de 27,7 mil quilômetros no dia 15 de fevereiro – uma distância menor do que a mantida por satélites de (mais…)

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Uma pedra de 10 m de diâmetro foi descoberta por um astrônomo nos Estados Unidos um dia antes de passar a 14 mil km do nosso planeta – para se ter ideia, a distância média da Terra à Lua é de 384 mil km. Segundo o observatório italiano de Remanzacco, que cita dados do Laboratório de Propulsão à Jato (JPL) da Nasa, é a sexta passagem mais próxima já registrada sem atingir nosso planeta.

Mosaico divulgado pelo observatório Catalina mostra os registros feitos do asteroide
Foto: Divulgação

Os astrônomos italianos afirmam que a passagem, que ocorreu na tarde desta terça-feira, não ofereceu nenhum risco. A descoberta foi feita por Alex Gibbs, do observatório Catalina, no Estado americano do Arizona.

Segundo o astrônomo Tony Philips, do site spaceweather.com, o asteroide – nomeado de 2012 KT42 – não causaria grande destruição. Ele seria, afirma o pesquisador, certamente destruído na entrada na atmosfera e chegariam ao solo apenas pequenos meteoritos. O JPL não estimou o risco do asteroide na Escala de Turim já que o objeto foi considerado muito pequeno para apresentar perigo.

Fonte: Portal Terra

 

A Nasa calcula que há 4,7 mil asteroides potencialmente perigosos para a Terra, segundo os dados da sonda WISE, que analisa o cosmos com luz infravermelha, informou nesta quarta-feira a agência espacial americana. A agência assinalou que as observações da WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) permitiram a melhor avaliação da população dos asteroides potencialmente perigosos de nosso sistema solar.

Esses asteroides têm órbitas próximas à Terra
Foto: EFE

Esses asteroides têm órbitas próximas à Terra e são suficientemente grandes para resistir à passagem pela atmosfera terrestre e causar danos se caírem no nosso planeta. Os novos resultados foram recolhidos pelo projeto NEOWISE, que estudou, utilizando luz infravermelha, uma porção de 107 asteroides potencialmente perigosos próximos à Terra com a sonda WISE para fazer prognósticos sobre toda a população em seu conjunto.

Segundo a Nasa, há aproximadamente 4.700 deles – com uma margem de erro de mais ou menos 1.500 -, que têm diâmetros maiores de 100 metros. Até o momento, calcula-se que entre 20% e 30% desses objetos foram localizados.

“Fizemos um bom começo na busca dos objetos que realmente representam um risco de impacto com a Terra”, disse Lindley Johnson, responsável pelo Programa de Observação de Objetos Próximos à Terra, desenvolvido pela Nasa.

No entanto, “temos de encontrar muitos e será necessário um grande esforço durante as próximas duas décadas para encontrar todos os que podem causar graves danos ou ser destino das missões espaciais no futuro”.

Fonte: Portal Terra

Por Sundeksp para Aliens na Terra

Não é mentira!!! Dia primeiro de abril o asteróide de 48 metros de diametro, batizado de 2012 EG5 passará próximo a Terra! Confirmado pela NASA em janeiro de 2012, o 2012 EG5 não oferecerá nenhum risco extra para nosso planeta conforme divulgado ontem (29/12) pela própria agencia espacial.

Pelos dados técnicos fornecidos, ele passará a 0,0016 UA da Terra em 1º de abril de 2012 (10:00 TU). Serão apenas 240 (mais…)

Imagem do asteroide Lutetia capturada pela sonda espacial Rosetta

 

Novas observações do Observatório Europeu do Sul (ESO) indicam que o
asteróide Lutetia é um fragmento que restou da matéria original que formou os
planetas Terra, Vênus e Mercúrio. Os astrônomos combinaram dados da sonda
espacial Rosetta com outros de telescópios e descobriram que as propriedades do
asteróide são muito similares às de um tipo raro de meteoritos encontrados na
Terra e que se pensa terem sido formados nas regiões interiores do Sistema
Solar.

Uma equipe de astrônomos de universidades francesas e norte-americanas
estudou detalhadamente o asteróide incomum Lutetia com o intuito de determinar a
sua composição. Foram combinados dados oriundos da câmara OSIRIS situada a bordo
da sonda espacial Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), do New Technology
Telescope (NTT), do ESO, e do Infrared Telescope Facility e Spitzer Space
Telescope, ambos da Nasa, a agência espacial americana. Com todos estes dados
foi possível obter o espectro mais completo já construído para um asteróide.

O espectro foi seguidamente comparado com o de meteoritos encontrados na
Terra e que têm sido estudados extensivamente em laboratório. Apenas um tipo de
meteorito – condritos enstatite, também conhecidos como condritos do tipo E –
apresenta propriedades semelhantes a Lutetia em todos os comprimentos de onda
estudados.

Os condritos enstatite são conhecidos por conterem material que data dos
primórdios do Sistema Solar. Pensa-se que se tenham formado perto do jovem Sol e
que tenham constituído o principal material de construção dos planetas rochosos,
em particular Terra, Vênus, e Mercúrio. Lutetia parece ter tido origem, não no
cinturão de asteróides onde hoje se encontra, mas muito mais próximo do Sol.

Os astrônomos estimaram que dos corpos situados na região onde a Terra se
formou apenas menos de 2% chegaram ao cinturão principal de asteróides. A
maioria dos corpos desapareceu depois de alguns milhões de anos, incorporados
nos jovens planetas em formação. No entanto, alguns dos maiores, com diâmetros
de cerca de 100 km ou mais, foram lançados para órbitas mais seguras, mais
distantes do Sol.

O asteróide
Lutetia, que tem uma dimensão de cerca de 100 km, pode
ter sido ejetado para fora das regiões interiores do Sistema Solar caso tivesse
passado próximo de um dos planetas rochosos, capazes de alterar drasticamente a
sua órbita. Um encontro com o jovem Júpiter durante a sua migração para a atual
órbita, pode justificar igualmente a grande variação de órbita de Lutetia.

Estudos anteriores das propriedades de cor e superfície deste asteróide
mostraram que Lutetia é um membro do cinturão de asteróides bastante incomum e
misterioso. Rastreios anteriores mostraram que objetos deste tipo são muito
raros, representando menos de 1% da população de asteróides do cinturão
principal. Os novos resultados explicam porque é que Lutetia é diferente – é um
sobrevivente muito raro do material original que formou os planetas
rochosos.

“Lutetia parece ser um dos maiores, e dos poucos, restos de tal material no
cinturão de asteróides. Por esta razão, asteróides como ele são alvos ideais
para missões futuras de recolha de amostras. Deste modo poderíamos estudar
detalhadamente a origem dos planetas rochosos, incluindo a Terra”, conclui
Pierre Vernazza, autor principal do artigo científico que descreve este
resultado.

Fonte: Portal Terra

Asteróides: Descoberta, Formação e Exploração.

Publicado: 11 de novembro de 2011 por sundeksp em Reportagens
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Asteróides: você com certeza já ouviu bastante essa palavra, que parece comum, mas será que você sabe mesmo do que estamos falando?

Imagem do asteroide YU 55 gerada a partir de dados obtidos em abril de 2010 pelo Telescópio Arecibo, em Porto Rico

Asteróides são pequenos mundos rochosos e sem ar que giram em torno do sol. Eles são pequenos demais para serem chamados de planetas, mas também são conhecidos como planetóide ou planetas menores. No total, a massa de todos os  asteróides é menor do que a lua da Terra.

A maioria deles se encontra em um vasto anel entre as órbitas de Marte e Júpiter. Este cinto principal detém mais de 200 asteroides com mais de 100 quilômetros de diâmetro.

Os cientistas estimam que o cinturão de asteróides também contém mais de 750 mil asteróides com mais de 1 quilômetro de diâmetro, e milhões menores que isso.

Mas nem tudo no cinturão é um asteróide – por exemplo, cientistas descobriram  recentemente cometas lá, além de Ceres, uma vez considerado um asteróide, mas  agora também considerado um planeta anão.

Muitos asteróides estão fora do cinturão principal. Por exemplo, um número de  asteróides chamados de troianos órbita ao longo de Júpiter. Três grupos – Atenas, Amor e Apolo – orbitam perto da Terra, no interior do sistema solar, por vezes cruzando caminho conosco e com Marte.

De onde eles surgiram?

Os asteróides são restos da  formação do nosso sistema solar, há 4,6 bilhões de anos. Logo no início, o  nascimento de Júpiter impediu qualquer corpo planetário de se formar no espaço  entre Marte e Júpiter, fazendo com que os pequenos objetos que estavam ali  colidissem uns com os outros, e se fragmentassem nos asteróides vistos hoje.

Eles podem ser tão grandes quanto Ceres, atingindo 940 quilômetros de diâmetro (também considerado um planeta anão). Ceres responde por um quarto de toda a massa de todos os milhares de asteróides conhecidos do ou perto do cinturão de asteróides.

Por outro lado, um dos menores, descoberto em 1991 e chamado 1991 BA, tem  apenas cerca de 6 metros de diâmetro.

Quase todos os asteróides têm forma irregular, embora alguns sejam quase esféricos, como Ceres. Eles têm muitas vezes crateras – por exemplo, Vesta tem uma cratera gigante de 460 quilômetros de diâmetro.

Mais de 150 asteróides também são conhecidos por terem uma pequena lua  companheira, com alguns tendo duas luas. asteróides binários ou duplos também  existem, situação em que dois asteróides de tamanho aproximadamente igual orbitam um ao outro. E sistemas de asteróides triplos são conhecidos também.

Muitos asteróides aparentemente foram capturados pela gravidade de um planeta; prováveis candidatos incluem as luas Phobos e Deimos de Marte, e luas mais distantes de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

A temperatura média da superfície de um asteróide típico é de menos 73 graus  Celsius. Eles permanecem praticamente inalterados há bilhões de anos e, sendo  assim, estudos em asteróides poderiam revelar muito sobre o sistema solar na sua  juventude.

Classificação

Além de classificações baseadas em suas órbitas, a maioria dos asteróides se divide em três classes, com base na sua composição.

O tipo C, ou carbonados, são de cor acinzentada e são os mais comuns, contando por mais de 75% dos asteróides conhecidos.
Eles provavelmente são compostos de argila e pedra de silicato, e habitam regiões externas do cinturão principal.

Os asteróides do tipo S, ou sílicos, são esverdeados para avermelhados, e compõe cerca de 17% dos asteróides conhecidos. Eles dominam o interior do cinturão de asteróides, e parecem ser feitos de materiais de silicato e níquel-ferro.

Os asteróides do tipo M, ou metálicos, são de cor avermelhada, constituem a maioria do resto dos asteróides, e habitam na região média da faixa principal de asteróides. Eles parecem ser compostos de níquel-ferro.

Há muitos outros tipos raros com base na composição, como, por exemplo, os  tipo V, igual ao Vesta, caracterizados por ter uma crosta basáltica vulcânica.

Nomeação

A União Astronômica Internacional é menos  rigorosa com a nomeação dos asteróides do que com outros corpos celestes, por isso existem asteróides nomeados em homenagem ao Sr. Spock de “Star Trek” e ao músico de rock Frank Zappa, bem como homenagens mais solenes, como os sete asteróides nomeados pela tripulação que foi morta no acidente do ônibus espacial Columbia em 2003. asteróides também recebem nomes com números, por exemplo, 99942 Apophis.

Exploração

A primeira sonda a fazer imagens próximas de asteróides foi a Galileo, da NASA, em 1991, que também descobriu a primeira lua orbitando um asteróide, em 1994.

Em 2001, após a nave espacial NEAR da NASA ter estudado intensamente o  asteróide Eros, que fica perto da Terra, por mais de um ano em órbita, os  controladores da missão decidiram tentar pousar a nave espacial no mundo.

Embora ela não tenha sido projetada para o pouso, NEAR pousou com sucesso,  estabelecendo o recorde como a primeira nave a pousar com sucesso em um  asteróide.

Em 2006, a Hayabusa do Japão se tornou a primeira espaçonave a pousar e decolar de um asteróide. Ela retornou a Terra em junho de 2010, e suas amostras estão atualmente em estudo.

A missão Dawn da NASA, lançada em 2007, está programada para explorar Vesta  entre 2011 e 2012, e Ceres em 2015, e será a primeira nave a visitar esses corpos.

Fonte: Mistérios da Humanidade ;  Space