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Filme – Melancolia 2011]

Publicado: 11 de novembro de 2011 por sundeksp em Filmes
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  • Sinopse:

Justine (Kirsten Dunst) e Michael (Alexander Skarsgård) estão celebrando seu casamento  em uma festa suntuosa na casa de sua irmã (Charlotte Gainsbourg) e cunhado (Kiefer Sutherland). Enquanto isso, o planeta, Melancolia, está se dirigindo em direção à Terra…

  • Trailer
  • Crítica:

Por Marcelo Hessel em 04 de Agosto de 2011 para o Portal Omelete 

Nada é sagrado para Lars Von Trier, com a exceção do sofrimento

Por algum alinhamento dos astros, a competição do Festival de Cannes deste ano teve dois filmes que colocam dramas humanos sob a perspectiva do cosmos, A Árvore da Vida e Melancolia (Melancholia). Filmes que têm a mesma disposição de combinar a sinfonia dos planetas – a dramaticidade da música clássica com efeitos visuais que logo remetem a 2001 – com as dores das coisas mundanas.

São dois filmes, porém, com fins opostos. A Árvore da Vida nos coloca nessa perspectiva grandiloquente para sacralizar a existência. Já para Lars Von Trier, como é de esperar, nada é sagrado – com exceção do sofrimento.

O filme-catástrofe narra o fim do mundo em duas partes, ao som de Richard    Wagner. Na primeira, acompanhamos o casamento de Justine (Kirsten    Dunst), organizado com zelo por sua irmã, Claire (Charlotte Gainsbourg). Na segunda, ambientada nas semanas que sucedem a festa, já é possível notar no céu a aproximação do planeta Melancolia, que passou séculos “escondido” atrás do Sol e agora se aproxima ameaçadoramente da Terra.

Dunst levou o prêmio de melhor atriz em Cannes pela sua atuação, mas é a segunda parte de Melancolia, dedicada à personagem de Charlotte, que traz uma sensibilidade renovada à já previsível misantropia de Von Trier.

Na primeira parte, temos um cenário que lembraria Festa de Família, com sua lavagem coletiva de roupa suja, mas a encenação do dinamarquês está mais próxima do humor negro e da criação fake de situações de O Grande Chefe. O cinismo fica pontuado nos diálogos – já sabemos da catástrofe iminente, e o texto não nos deixa perder a escala (“o wedding planner mais caro do mundo”, “o homem mais sortudo do mundo”) – mas o tom farsesco dos encontros de Justine com seus convidados (especialmente a subtrama do slogan publicitário) tira dessas situações sua gravidade.

Von Trier parece organizar as cenas da primeira parte não por seu peso dramático, mas por seu potencial de constrangimento. Quando todos se despedem e temos, na segunda parte, a atenção voltada apenas para as irmãs e para o astrônomo John (Kiefer Sutherland) – casado com Claire e cunhado da noiva – o filme fica mais focado e se torna, enfim, melancólico de fato.

As ironias ainda estão lá (“temos que confiar nos cientistas”), mas agora têm uma função dramática. A segunda parte se organiza de forma pendular com Claire ora antevendo a destruição (quando se aproxima da depressiva Justine) ora acreditando na salvação (quando cai para o lado do marido “que estuda coisas”). A câmera na mão de Von Trier, que antes procurava por close-ups cômicos, agora se atenta aos detalhes do paternalismo do marido, a forma como John toca e lida com Claire para confortá-la.

Há mais honestidade, crê Von Trier, na forma como Justine esculacha sua irmã com frases de efeito (“o mundo é mau, ninguém vai sentir a falta dele”) do que na complacência “científica” de John. Não se esperaria outra coisa de um pessimista espetaculoso como o roteirista e diretor, é claro, mas Charlotte Gainsbourg se entrega a esse jogo de um jeito insuspeito, e seguimos com ela.

É notório o processo de depressão que o dinamarquês atravessou enquanto filmava Anticristo, e Melancolia foi desenvolvido, em boa parte, para que ele lidasse com    essa depressão – pela qual Kirsten Dunst também passara. Fazem os dois, aqui, uma sessão fúnebre de terapia, que abraça a derrota porque a entende, mas Melancolia não é só fatalismo. Embora tenha começado como circo em família, aos poucos    torna-se um justo retrato de uma irmandade – irmãs que Von Trier respeita porque são unidas pela dor.

 

  • Opinião Aliens na Terra:

Não assista ao filme imaginando ser cheio de ação ou suspense. O filme é um drama e corre como tal. Foi dividido em duas partes: o casamento de Justine e a segunda parte a passagem do planeta Melancolia. A primeira parte é bem parada e cansativa, com algumas cenas boas. Já na segunda parte o filme se transforma e entra em clima de suspense e tensão. Um filme bom mas que você tem que assistir sabendo ser um drama para não dormir na primeira hora!

Nossa nota

Legenda das notas

De também sua nota para esse filme votando nas estrelas desse post seguindo a ordem de 5 estrelas ótimo; 4 estrelas bom; 3 estrelas regular; 2 estrelas ruim; 1 estrela péssimo.

Filme – Apollo 18 A Missão Proíbida (2011)

Publicado: 6 de novembro de 2011 por sundeksp em Filmes
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  • Título Original: Apollo 18
  • Genero: Ficção Científica/Suspense
  • Ano: 2011
  • País: EUA
  • Direção:
    – Gonzalo López-Gallego
  • Elenco Principal:
  • Nota IMDb: 5,6

 

  • Sinopse:

Oficialmente, a Apollo 17, lançada em 17 de Dezembro de 1972, era a última missão tripulada à lua. Mas um ano depois, em dezembro de 1973, dois astronautas americanos foram enviados em uma missão secreta para a lua, financiada pelo Departamento de Defesa dos EUA. O filme sugere o material real que os astronautas gravaram naquela missão. Enquanto a NASA nega sua autenticidade, outros dizem que ela é a verdadeira razão de nunca mais nem União Soviética nem Estados Unidos terem voltado à lua.

  • Trailer

 

  • Crítica:

Por Roberto Guerra para o site cineclick

Tenho pra mim que o espectador de cinema é muito mais perspicaz do que imagina os fazedores de filmes. É mentira achar que ele só quer uma coisa, que tem capacidade de compreensão limitada. Ele não quer é ser enganado. E sabe quando está sendo enganado. Não me refiro à ilusão criada pela obra na qual se faz necessário embarcar. Mas no engodo de vender gato por lebre num pacote embalado no frágil papel da “campanha de marketing bem-sacada”. Esta é a órbita de Apollo 18, mais do mesmo galvanizado por uma estratégia de lançamento que não convence mais ninguém.

Durante os meses que antecederam a estreia do longa, vendeu-se a ideia que as cenas do filme seriam reais, fragmentos de vídeos feitos por cosmonautas da NASA durante uma mal sucedida viagem à lua que a Agência Espacial Americana nega ter existido, como de fato não existiu. Tudo, claro, não passa de marketing para atrair público e gerar virais na internet. Até aí, tudo bem. Mas se a intenção é fazer o público embarcar na teoria da conspiração, que façam ao menos algo que pareça real e não um filminho de terror fajuto à gravidade zero. Um amontoado de clichês que se sucedem e que cansam muito.

Já nos primeiros minutos de projeção de Apollo 18 a sensação de déjà vu se estabelece e permanece soberana até o final do filme. Tudo que se vê na tela já foi visto e revisto à exaustão nos cinemas. Não há nada de diferente, nenhuma tentativa de surpreender o público, de dar a ele algo novo. E nessa jornada espacial rumo ao tédio somos martirizados ainda com a câmera que cai, que treme, que perde foco, perde sinal e nos faz perder a paciência.

Mesmo para quem gosta de suspenses na linha “câmera na mão”, Apollo 18 não deve empolgar. O filme não tem a novidade de A Bruxa de Blair, o bom timming para o susto de Rec, nem sustenta o tom misterioso como Cloverfield. No balaio de filmes do gênero, é o mais inexpressivo e apático.

Embarcarei na onda dos produtores e não darei mais detalhes sobre a trama para não estragar “as surpresas” do filme. Basta saber que na viagem a tripulação da Apollo 18 encontra mais do que pedras e crateras. Já para quem for ao cinema, o cenário será tão repetitivo quanto o da lua real.

  • Opinião Aliens na Terra:

Muita expectativa para nada! Filme muito fraco pelo ótimo tema nas mãos. Nada de suspense, nada de sustos, nada de coerência… ou seja, nada daquilo que era esperado. O filme não te prende em nenhum momento, chega a dar sono. Vale apenas por algumas belas imagens sobre o solo da Lua.

Nossa nota

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